terça-feira, 16 de maio de 2017

Canto Utopia


CANTO UTOPIA

Ouço a poesia assoviar com certo zumzum...
Quem sabe soprada dos mares de Portugal
Ou talvez d'ma pia d' utopia em trama debrum...
Quem sabe não seria uma fênix imortal...

Ouço mesmo um grito de utopia...
Pio de coruja gritando que bem me quer
Ao longe minh’alma entre brumas assovia
Exala pelos ares uno perfume de mulher

Medito ao vai e vem do pensamento...
Inspirando poesias ao bardo cavaleiro
Visto asas coloridas de utopia ao vento
Uma Marília a espera de Dirceu viageiro

Tantos são os contos das lendas utópicas
Fadas e cânticos de sereias feiticeiras
Mitos quiméricos magia e coisas exóticas
Um mundo de fantasia ás cordilheiras...

Canto á utopia com passos de bailarinas...
Apaixonadas por soldadinhos mundanos
As rosas vermelhas das ciganas dançarinas
O poeta e a menina e os cristais de muranos...

Utopia é navegar o poema em alto mar
Guardar uma resma de poesia nas estrelas
Abrandar as interferências e dançar ao luar
Ir á Marte vestida de utopias vermelhas...
E num piscar de pálpebras voltar...

Son Dos Poemas
Postar um comentário